EMPRESÁRIOS E MORADORES SE UNEM EM PROL DA COLETA SELETIVA EM JERI

18/07/2015 12:16

A professora Márcia da Silva Moraes, que mora em Piripiri (PI), divisa com o Ceará, já conhece as belezas de Jijoca de
Jericoacoara. Em sua quarta visita ao lugar, um dos mais procurados por turistas de várias partes do mundo, ela se depara com um trabalho que inexistia, até dezembro do ano passado: a coleta seletiva do lixo reciclável.

Márcia achou o trabalho interessante. "Bom saber que existe outra coleta dos resíduos, e que estão dando ao lixo o destino adequado; no passado, já deixei de comer em alguns restaurantes daqui, por conta do mau cheiro", revelou.

Mas a coleta seletiva só passou a fazer parte do cotidiano da vila quando empresários do lugar se uniram para minimizar o impacto causado pelo colapso do lixo de Jericoacoara, que teve seu ápice em dezembro último.

Na época, problemas com a empresa que recolhia o lixo causaram interferências na coleta, além da quebra de um dos carros responsáveis pelo serviço. A saída encontrada foi improvisar um espaço na entrada da Vila, onde foi feita uma vala para estação de transbordo, que são pontos de transferência intermediários de resíduos coletados, criados em função de considerável distância entre a área de coleta e o local de destinação final.

A Prefeitura alegou que a administração passava por uma crise financeira e que a vila, apesar de ser distrito, tem potencial de uma cidade. "Nós estamos com um recurso para sustentar uma cidade. Porém temos que sustentar duas", disse o prefeito de Jijoca de Jericoacoara, Francisco Lindomar (PSD).

Circulando pelas cinco ruas que cortam Jeri (Principal, das Dunas, do Forró, da Igreja, e São Francisco) é possível notar a limpeza, apesar de ainda serem observados entulhos da construção civil, até porque o lugar está em constante crescimento, por conta da economia pulsante empurrada pelos fortes ventos do turismo, principal atividade do município de Jijoca.
A coleta regular, feita de segunda a sábado, chega a tirar das ruas cerca de 18 toneladas de lixo por dia; deste total, 13 mil quilos de material reciclável vão para uma usina, para reaproveitamento.

A Usina de Triagem de Material Reciclável, instalada num antigo galpão abandonado, é resultado do consórcio entre a Associação Empresarial Eu Amo Jeri, Conselho Comunitário, e Município, por meio da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, que fez um levantamento sobre a geração de lixo, por pessoas na vila.

Segundo o secretário de Turismo José Bezerra, "a estimativa é que cada pessoa gera cerca de 2,6kg de lixo, diariamente. Um dos maiores índices do País. Daí a preocupação em mantermos o apoio à coleta regular, com a retirada do material que pode voltar para a indústria", disse.

Triagem

A caminhonete, alugada pela Prefeitura, recolhe algo em torno de 1.500 quilos de material, três vezes por dia, de segunda a sábado. Madeira, plástico, papelão, vidro, PET, metais variados, isopor, peças eletrônicas, ferro, pneu, e até óleo queimado seguem para triagem. "O trabalho não para, principalmente quando visitamos hotéis, restaurantes e pousadas, maiores geradores de lixo", diz Romário da Silva, responsável pela coleta.

O material é separado por cinco "triadores", que organizam tudo que vai ser prensado. A única máquina que faz esse serviço foi adquirida com recursos da Associação dos Empresários e dinheiro do caixa da própria usina, ao custou de 10 mil reais. Plástico, papelão e alumínio vão sendo compactados e embalados para viagem. "Esse material vai ser vendido para uma empresa de reciclagem em Bela Cruz, aqui na região, que tem sido nossa parceira, desde o início desse projeto, há seis meses", disse Wellington Sousa, coordenador da usina.

Fonte: DN

Marcelino Júnior
Colaborador

Voltar

Contato

Conselho Comunitário de Jericoacoara
Rua principal,00
Jericoacoara - Ceará - Brasil
62598-973

5588 9914 8625

Conselho Comunitário de Jericoacoara © Todos os direitos reservados.

A Serviço da Comunidade - www.jeri.org.br - info@jeri.org.br