JERICOACOARA E UBAJARA RECEBERÃO RECURSOS

27/02/2013 15:14

O convênio tem como foco o fortalecimento do turismo de olho na Copa do Mundo de Futebol de 2014

 

Os Parques Nacionais de Ubajara e de Jericoacoara estão entre as 22 unidades de conservação federais brasileiras que serão beneficiadas pelo Termo de Reciprocidade assinado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que garantirá investimentos da ordem de R$ 13,2 milhões.

 

ericoacoara e Ubajara são dois dos mais belos cenários do Ceará, oferecendo atrativos como a duna do pôr do sol e o bondinho Fotos: Rodrigo Carvalho/Divulgação


Os dois parques integram o Projeto Parques da Copa, que é uma parceria do ICMBio com os ministérios do Meio Ambiente e do Turismo e o Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) para garantir estrutura adequada para receber os visitantes nas unidades de conservação próximas às cidades sede dos jogos.

As partidas da Copa 2014 proporcionarão um incremento no fluxo de turistas estrangeiros no Brasil em função dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no País. Considerando que o ecoturismo é um dos segmentos com maior crescimento nos últimos anos e que cada vez mais pessoas buscam contato com ambientes naturais, as unidades de conservação se transformam, então, em ícones para o turismo.

No Termo de Reciprocidade assinado, a contrapartida do Sebrae será de R$ 6,6 milhões em estudos e a do ICMBio de outros R$ 6,6 milhões na estruturação/implementação das unidades de conservação pelo período de quatro anos. Para o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin, a parceria com o Sebrae representa mais um passo na consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, integrando-o, cada vez mais, à agenda do desenvolvimento nacional.

"Sabemos do papel importante do Sebrae ao apoiar o crescimento da economia do Brasil por meio da estruturação das micro e pequenas empresas. E é tarefa nossa abrir as unidades de conservação para a sociedade. Não apenas no contexto da conservação. Mas, fundamentalmente, de geração de oportunidades", frisou Vizentin.

Fortalecimento

A cooperação técnica entre o ICMBio e o Sebrae viabilizará ações de fortalecimento das atividades econômicas turísticas relacionadas às 22 unidades de conservação federais e seus entornos, com ênfase nos Parques Nacionais, por meio da implantação de infraestrutura de apoio à visitação e do desenvolvimento de estudos e ações voltadas para o empreendedorismo e desenvolvimento sustentável de micro e pequenas empresas.

Para o diretor presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, o Sebrae está na corrente da agenda considerada estratégica do século 21, que é a da sustentabilidade, a do turismo e, em especial, do ecoturismo. "Com a parceria, esperamos contribuir para esta agenda estratégica, abrindo oportunidades de crescimento. O turismo, em sua maioria, é feito por micro e pequenos empresários. O ecoturismo é um dos que mais se desenvolve no Brasil. Está no imaginário dos consumidores conhecer as belezas do Brasil", frisou Barretto.

O diretor presidente do Sebrae elogiou as concessões implementadas nos Parques Nacionais de Fernando de Noronha, do Iguaçu e da Tijuca. "Tirados esses exemplos, podemos ampliar ainda mais este leque e fazer crescer o ecoturismo em nível internacional, sul-americano e regional", frisou Barretto.

Planos de trabalho

O detalhamento do que será investido em cada uma das unidades de conservação contempladas será definido pelas duas instituições em planos de trabalho específicos. Caberá aos parceiros desenvolver estudos que nortearão a implantação de novos negócios e a delegação de atividades e serviços de apoio ao uso público nas unidades de conservação.

Entre os produtos que serão entregues estão estudos de mercado para algumas unidades por meio dos quais serão identificados os serviços necessários para proporcionar uma experiência positiva aos visitantes; estudos dos aspectos econômicos local, regional ou nacional, que possam influenciar o sucesso dos empreendimentos privados operados por delegação de serviços dentro e no entorno das unidades, tais como estacionamentos, restaurantes, lanchonetes, lojas, hotelaria, serviços de transporte rodoviário, centros de convenções, entre outros; e estudos de viabilidade econômico-financeira por meio dos quais será possível analisar a atratividade econômica dos serviços geradores de receita, calibrando-os a partir dos dados obtidos nos estudos de mercado.

Após esses estudos nas unidades de conservação, ainda sem definição de espaços para serviços específicos, será efetuada a implantação de infraestrutura de apoio à visitação e ao desenvolvimento do turismo, com base nas informações levantadas acerca do perfil de cada unidade e sua capacidade de suporte (número de visitantes).

Em paralelo, seguirão as ações de fomento ao empreendedorismo e desenvolvimento sustentável de negócios na região. As unidades de conservação que já contam com espaços e desenhos operacionais de uso público definidos deverão ter a infraestrutura (Centro de Visitantes, sinalização, acessibilidade e outros) implementada com recursos do ICMBio. Central de Relacionamento Sebrae: 0800.5700800.

 

Fonte: DN

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