JERICOACOARA TRATOS URBANOS

14/12/2013 09:55

O Ceará vem desenvolvendo esforço incomum para colocar sua vasta orla marítima na escalada turística interna e internacional. A melhor demonstração se expressa nos aeroportos de Aracati, praticamente concluído, e de Jericoacoara, em fase de implantação.

Entretanto, seus sítios atlânticos amplamente divulgados no mercado turístico, Canoa Quebrada e Jeri, expõem atualmente problemas urbanos típicos de comunidades atrasadas, contrariando o conceito que essas praias adquiriram por atrativos naturais. A problemática, embora miúda e de fácil solução, incomoda, e muito, principalmente os visitantes habituados com a vivência em outros balneários.

Se não forem adotadas providências saneadoras para corrigir os abusos resultantes da importação de costumes combatidos em todas as praças, como o uso exagerado de paredões de som, não se duvida da detonação já iniciada por seus nativos do processo de esvaziamento turístico desses aprazíveis lugares. É apenas questão de tempo.

Jericoacoara adquiriu status de praia internacional em face da difusão de seus encantos, feita pelos frequentadores internacionais. Lá são facilmente identificados, em qualquer fase do ano, europeus, latino-americanos, norte-americanos e asiáticos, tão grande é a preferência pelo lugar, sucessivas vezes arrolado entre as dez praias mais bonitas do ecoturismo mundial.

A criação do município de Jijoca de Jericoacoara, conservando-lhe a condição de distrito, contribuiu sensivelmente para a melhoria urbana da outrora vila de pescadores. Hotéis, pousadas e restaurantes, de boa qualidade, lá se implantaram para atendimento à população visitante, preservando, ao mesmo tempo, suas peculiaridades litorâneas.

Essa infraestrutura para hospedagem e alimentação dos visitantes favoreceu a expansão do movimento turístico, ainda crescente, elevando o conceito de melhor polo turístico do litoral oeste do Ceará. Em contraste com os equipamentos urbanos obtidos pelo lugar, expandiram-se as pragas modernas, representadas pelos paredões de som abertos em todo volume, a qualquer hora; o barulho ensurdecedor das motocicletas; e a exploração nos preços dos serviços.

Jeri não merece desserviço dessa natureza. O som estridente e sem limite de altura é matéria regulamentada, exigindo a pronta intervenção do aparelho policial-militar, a apreensão do sistema de som e, em casos de reincidência, a detenção de seu responsável. Contudo, em Jeri está havendo abusos, resultando em prejuízos para a população, nativa ou de visitantes, especialmente por sons irradiados por DJ ou paredões no centro urbano da vila.

Em Canoa Quebrada, os abusos se repetem. Qualquer cidadão que lá aporte é visto como turista e, como tal, explorado nos preços dos serviços, como se a bela praia fosse o paraíso na terra. Os operadores turísticos do lugar não se lembram da forte concorrência desse mercado e de inúmeras outras opções sem esse expediente baseado na lei da vantagem.

Canoa precisa, igualmente, elevar a qualidade dos serviços oferecidos, sem distinguir brasileiros ou estrangeiros. Afinal, todos são credores das atenções características do atendimento oferecido pelos cearenses. Jeri e Canoa necessitam, também, de tratos urbanos, de responsabilidades dos municípios, e da presença mais constante do aparelho policial-militar do Estado para fazer cumprir a ordem. O desrespeito começa pela cobiça e pela irresponsabilidade.

Fonte: DN

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